JCM @ 09:49

Qua, 28/11/12

É uma insanidade o que se está a fazer ao Albói!

 

Por omissão, ignorância ou interesses mesquinhos, vai-se infernizar a vida dos residentes para dar espaço à diversão noturna e oportunidade ao desmando, bebedeira e outras coisas ainda piores.

 

1)

Os Bairros antigos não são, apenas, "cenários" - bucólicos ou esquisitos -, nem os residentes "espécimes" - humanas extravagantes -, que se expõem à voragem parola de quem usa o recato e singularidade dos espaços para comportamentos indevidos ou fruições voyeuristas.

 

Os Bairros são comunidades, lugares e espaços, íntimos, ricos de uma vida com memória e laços com história. Tal como as famílias, gostam e sabem acolher visitas, mas rejeitam intrusos. E intruso é, não apenas quem se intromete, mas também quem lhe cria a oportunidade.

 

Num Bairro, o comércio e os serviços são os próprios disso – são apoios à residência – e a animação é a própria da vida que ai se faz – tem um carater gregário.

Obviamente que há festa, como em nossas casas, feita para os amigos e outros que presamos –, coisa que acontece nos dias e horas que nos convêm, ou, quanto muito, quando não nos perturbam.

Não perceber isto, é não perceber nada do que é básico na organização e gestão do espaço urbano e da vida das pessoas que o habitam: os cidadãos. Desrespeitar isto é uma violência, um disparte que todos pagaremos caro.

 

2)

No Albói a coisa – as esplanadas para a diversão noturna; o tráfego de atravessamento; a segmentação do jardim e os vários desrespeitos da lei –, faz-se em nome de um projeto estratégico e estruturante e transversal e incontornavelmente, dito – obviamente – "sustentável": o Parque da Sustentabilidade (PdS).

Para viabilizarem tal coisa – o PdS – a câmara a universidade e mais uns quantos, tiveram de se organizar numa "parceria" – "parceria para a regeneração urbana" -, e à volta deste conceito, num mesmo território, montaram um projeto que é a soma dos projetos do interesse de cada um.

À pala disso todos os envolvidos receberam algum do dinheiro que nós, e outros europeus, já antes tínhamos mandado para Bruxelas, dinheiro esse ao qual tiveram, obviamente, de juntar mais algum, neste caso apenas nosso e para somar ao(s) calote(s) (pelo menos de alguns).

 

Estava montada a cena: ninguém era – sozinho –, responsável pelo que andava (e anda) a fazer o parceiro, e a câmara, "coitada" – a mais causticada -, dizia-se "coberta" pelos doutos pareceres de uns e pelos silêncios coniventes dos demais, circunstância que a todos lá ia permitindo fazer o seu e passar, incólume, por entre os pingos da reclamação cívica.

 

Mas não passarão pelo julgamento das pessoas-de-bem, e da história. Quer os daqui que fazem, quer os outros que lhes dão a massa e o mando; quer os que se calam mas consentem, quer os que se demarcam mas se ficam: todos serão convocados.

Tudo isto e todos estes têm nomes e para memória futura, ou para quando o caldo entornar, e alguém vier a julgar os resultados – nalguns casos ilegais –, temo que o que prezo, quem estimo e os amigos envolvidos, não fiquem a salvo.

 

3)

Não chega que a Universidade – pela voz do Reitor, Prof. Doutor Manuel Assunção –, e que a ADERAV – pela do Eng.º Lauro Marques – se distanciem do processo e se demarquem de alguns resultados (*1). Não chega que outros parceiros (sem que se saiba), tenham desistido ou rejeitem a coisa. Não chega que, na Comissão de Acompanhamento do Projeto, o Prof. Doutor Carlos Borrego denuncie a insustentabilidade geral e específica, quer da iniciativa, quer de muitos das suas intervenções (*2). Não chega que um conjunto muito importante de cidadãos comuns (*3), ou com formação e desempenhos de referência (*4), venha a insurgir-se com o que se passa. É preciso que todos sejamos mais claros e consequentes.

 

Espera-se que todos esses – e mais os outros, a começar pelos parceiros e quem os apoia (*5) –, venham a público dizer o que se lhes oferece sobre o essencial do PdS e, muito concretamente, sobre o projeto de que aqui hoje se fala: o da instalação de diversão noturna no Albói.

Ao contrário doutros, penso que (pelo menos) alguns o farão, apoiados no bom senso ou na competência e, em qualquer caso, como expressão da verticalidade da respetiva postura cívica.

Veremos!

 

(*1),     Ver Diário de Aveiro de 5/11/2012 e 15/11/2012, respetivamente

(*2),     Em reunião da Comissão de Acompanhamento do Projeto realizada em 16/03/2012

(*3),     Amigos da Avenida, Plataforma Cidades e muitos outros individualmente

(*4),     Júlio Pedrosa, Carlos Borrego, Casimiro Pio e outros, nomeadamente, no manifesto de Plataforma Cidades de 28/05/2010.

(*5),   Fernando Marques, da Junta de Freguesia da Glória; Artur Calado, da Inova-Ria; Vítor Torres do Clube de Ténis de Aveiro; Manuel Assunção, da Filarmónica das Beiras e Jorge Silva, da Associação Comercial de Aveiro. Bem como Vitor Correia, da Companhia de Teatro "O Efémero"; Eduardo de Sousa (Atita), dos Amigos do Parque; Paulo Rebocho, da Associação Água Triangular; Fátima Mendes, Florinhas do Vouga; Ordem Terceira de S. Francisco; Paulo Domingues, da QUERCUS Aveiro. E ainda, Nuno Vasconcelos, da IHRU; Gonçalo Couceiro, do IGESPAR. E finalmente, Ana Abrunhosa e – sobretudo -, Pedro Saraiva, da CCDR-C.

            Não esquecendo, obviamente, os académicos e os investigadores (de algum modo ligados ao Projeto), nomeadamente, Artur da Rosa Pires; Liliana Xavier de Sousa; José Claudino Cardoso.

            Mas também, Carlos Marques, do Conservatório de Música de Aveiro; Manuel Assunção, da Universidade de Aveiro e Lauro Marques, da ADERAV, que já se afastaram do projeto, ou se distanciaram de alguns resultados, mas nada disseram deste – o do Albói – que é, obviamente, o que maior impacto sociocultural terá, para os cidadãos, no curto prazo.

 

 

http://www.pompiliosouto.blogspot.com

Aveiro_20NOV12; Pompílio Souto; Arquiteto




JCM @ 00:03

Ter, 20/11/12


Proposta aprovada pela CM Aveiro

JARDIM DA PRAÇA CONSELHEIRO QUEIROZ

A versão actual substitui as zonas de pavimento preparadas para o atravessamento por zonas ajardinadas.

 

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A obra em execução

 




JCM @ 23:55

Seg, 19/11/12

Divulgação de apelo da comissão de moradores do Alboi


'Consta-se que haverá uma estrada a atravessar o Largo Conselheiro Queirós (a autarquia não esclarece a comissão de moradores sobre a natureza da obra em construção). Perante esse facto propõe-se que amanhã, às 14 horas, se organize uma concentração no Largo'

 


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JCM @ 15:17

Sab, 21/07/12

Carta Presidente da CM Aveiro aos moradores (22 MAIO 2010)

 

 

 

 

Biólogas contestam abate de choupos no Alboi

http://www.diarioaveiro.pt/noticias/aveiro-biologas-contestam-abate-de-choupos-no-alboi




JCM @ 15:37

Sex, 22/06/12

 

fonte: http://amigosdavenida.blogs.sapo.pt/687087.html 24 Outubro 2011

 

XPQ5FaAXX29402aGdb9zMjjeZKU.bmp


PROJECTO "REABILITAÇÃO DO ALBOI E LARGO JOSÉ RABUMBA"
Aprovada em Reunião de Câmara, no passado dia 14 de Outubro, a proposta de alterações ao projecto "Reabilitação do Alboi e Largo José Rabumba" prevê três alterações ao projecto base.
As alterações, que não têm quaisquer implicações no Procedimento Concursal em curso, encontram-se explanadas na imagem seguinte, assentam em reforço ou alterações de sentidos de trânsito e pelo não atravessamento viário do actual jardim.
http://www.cm-aveiro.pt/www/Templates/GenericDetails.aspx?id_object=35886&divName=2&id_class=2




JCM @ 23:16

Sex, 14/10/11


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JCM @ 13:04

Qua, 13/07/11

logoavanca11.png


O documentário 'Alboi - Um Canto de Mundo (Parte 1)' (http://youtu.be/dX_sEWp1Yh0) produzido pela Farol (www.faroldavida.pt) e realizado pelo músico/compositor Joaquim Pavão foi seleccionado para a competição no Festival de Avanca (http://www.avanca.com/) de 20 a 24 de Julho.
Este documentário pretende retratar a forma como está a ser concebido pela autarquia de Aveiro um projecto para o Bairro do Alboi que prevê 'construir uma rua que irá rasgar o jardim do bairro histórico ao meio' e que tem merecido amplas críticas dos moradores e de vários movimentos cívicos da cidade.
O projecto realizado com meios próprios já mereceu amplo destaque dos media nacionais (Público, TSF e RTP *) e está, desde esta semana, disponível na internet a primeira parte de cinco partes, numa versão legendada em inglês (http://www.youtube.com/watch?v=dX_sEWp1Yh0&feature=feedlik).

Vídeo http://youtu.be/dX_sEWp1Yh0
Produção: http://www.faroldavida.pt/
Blogue http://contraoalboicortadoaomeio.blogs.sapo.pt/

Impacto nos Media
O Jardim Cortado ao Meio, TSF - Sinais de Fernando Alves
http://www.tsf.pt/Programas/programa.aspx?content_id=903681&audio_id=1893101
RTP1 - 'REDES SOCIAIS TÊM CONTRIBUÍDO PARA MOBILIZAÇÃO DE CIDADÃOS: O CASO DOS MORADORES DO ALBOI'
http://www0.rtp.pt/noticias/?t=Redes-sociais-tem-contribuido-para-mobilizacao-de-cidadaos.rtp&headline=20&visual=9&article=456470&tm=8
Público 'DEFESA DO ALBOI, UM BAIRRO TÍPICO DE AVEIRO, ESTÁ A SER RETRATADA EM DOCUMENTÁRIO' (PÚBLICO)
http://contraoalboicortadoaomeio.blogs.sapo.pt/2271.html
http://jornal.publico.pt/pages/section.aspx?id=71849&d=27-06-2011



JCM @ 22:05

Ter, 12/07/11

PIQUENIQUE NO ALBOI

ATÉ AO LAVAR DOS CESTOS É VINDIMA

Esta é a conclusão tirada da entrevista da Drª. Maria da Luz Nolasco, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Aveiro, concedida à Rádio Terra Nova, no passado sábado, dia 29 de Junho.

Assim, os moradores do Bairro do Alboi vão levar a efeito um piquenique no Largo do Jardim do Alboi e para o qual convidam todas as pessoas a participarem neste evento.

Tragam o farnel, a mesa e as cadeiras e juntem-se à luta dos moradores do Alboi pela defesa do seu Jardim e do seu Bairro.

Sábado, dia16, pelas 13h,todos ao Jardim do Alboi.

 

 

 

CORTAR O ALBOI AO MEIO? NÃO!

A COMISSÃO DE MORADORES 




JCM @ 18:37

Ter, 12/07/11

‎[a community looking for a better future]

ALBOI NEIGHBORHOOD, A CORNER OF THE WORLD

legends in english (thanks to Tiago CASTRO & João TORRES)



JCM @ 18:30

Ter, 12/07/11

A primeira versão do projecto da CMA para o Alboi.

Este projecto já sofreu algumas alterações. Apesar de amplamente solicitada não está disponível publicamente a nova versão do projecto.

 

 

 

Pela informação que foi possível recolher a proposta 'da rua pelo meio do jardim' ocorre sobretudo para resolver o 'problema' do cruzamento entre Rua Magalhães Serrão e Rua da Liberdade (em frente à CivilCasa).

Com alguma 'boa vontade' julgamos ser possível encontrar uma alternativa (provavelmente bem mais barata e de fácil implementação), com enormes benefícios para o Bairro e comunidade que ali habita!

 

 

Mas os receios dos moradores estão também relacionados com o risco de transformação do Alboi num destino de animação nocturna (‘uma nova Praça do Peixe’), potenciado pela construção da ponte pedonal do Rossio, que liga o jardim ao Alboi.




JCM @ 13:30

Qua, 06/07/11

1.850 VISITAS YOUTUBE 
1.250 PARTILHAS NO FACEBOOK
Os moradores do bairro histórico do Alboi querem ser ouvidos no âmbito de um projecto da CM de Aveiro ('Parque da Sustentabilidade') que prevê 'a construção de uma rua que irá passar pelo meio do jardim do bairro' temendo 'que a mesma possa vir a afectar a sua vivência e identidade'.
O compositor/músico e realizador Joaquim Pavão entendeu dar um pequeno contributo para a reflexão sobre o projecto e encontra-se a produzir o Documentário 'Alboi - Um Canto do Mundo'. A primeira parte do trabalho (feita com os moradores) está já disponível em http://www.youtube.com/watch?v=dX_sEWp1Yh0
Agradecemos apoio na divulgação!
 
Mais informação:
Produção:

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JCM @ 00:09

Qua, 06/07/11

POPULAÇÃO DO BAIRRO DO ALBOI VAI MANIFESTAR-SE CONTRA ESTRADA PROJECTADA PELA CMA QUE CORTA AO MEIO O LARGO CONSELHEIRO QUEIRÓS (TERRANOVA)

http://www.terranova.pt/index.php?idNoticia=10594




JCM @ 17:48

Ter, 05/07/11




JCM @ 09:05

Seg, 04/07/11

http://www.facebook.com/Alboicortadoaomeio

‘Que tal não mexer, é bem mais simples. Certamente que os moradores agradecem’

‘Eu já interpelei o presidente da Câmara na rua e manifestei a minha revolta, façam o mesmo, nada de reuniões, é na rua que devemos falar para que todos oiçam a nossa opinião, e assim fazer valer o direito do cidadão Aveirense’

‘O que verdadeiramente me surpreende é que em S. Bernardo e em Stª Joana foram postas de lado as avenidas pelo executivo anterior já com a coligação, que passavam por cima de umas tantas casas, por serem contra as populações, mas no Albói não!!! Vamos mesmo pôr tudo o que for possível para baixo, descaracterizar, enfiar ali umas centenas/milhares de automóveis num dos bairros mais típicos e humanos da nossa Aveiro...onde andas bom-senso?  Onde andas???’

 ‘Quais as razões para este projecto? Existem algum estudo que demonstre a necessidade desta obra e as melhorias que vai trazer? Gostaria de o ler!’

 ‘Fantástico!!! Mais uma original ideia em Portugal - cortar ao meio uma praça perfeitamente equilibrada do ponto de vista arquitectónico, paisagístico e social, que pretensamente será predominantemente pedonal, para a fazer atravessar por trânsito automóvel! Oh Srs., visitem o mundo civilizado e vejam como são as praças das cidades do nosso tempo e não precisam de ir muito longe, basta ir aqui ao lado a Espanha - pedonais e sem trânsito!!! Haja tino por favor, o povo agradece. Não estraguem o que está bem, poupem-nos!’

 ‘O que me espanta é a inércia doa aveirenses. Acordem por favor!!!!’

‘Protesto contra o Bairro do Alboi cortado ao meio. É lamentável vermos destruir a nossa cidade. E estes bairros que tanto dizem aos Aveirenses! Não podemos tolerar tudo. Então e a crise?’

‘Sem dúvida é uma óptima ideia uma mega esplanada para servir os turistas que por ali passam ocasionalmente. Os Aveirenses que lá vivem terão que ir fazer turismo para outro lado’

 ‘Habito na Rua Domingos João dos Reis, antigo Cais dos Santos Mártires e desconhecia que este Sr. tinha sido o benemérito que criou o Bairro do Alboi. Faleceu em 13 de Janeiro de 1933. Não podemos deixar que estraguem o Bairro’

'O Alboi é uma zona histórica da cidade e "serrá-lo" ao meio é duma incompetência inacreditável -- quero acreditar que o bom senso prevalecerá'’

'Aveiro precisava tanto de outras obras e querem destruir o que existe há tantos anos! As pessoas admiram-se com as manifestações e com os barulhos... claro como podemos nós ficar calados perante um absurdo destes? Cada vez me desiludido mais com o nosso país. Mesmo a viver na Alemanha subscrevo o protesto. Alboi cortado ao meio NÂO! ‘

‘Apesar de só ter 13 anos passei uma boa parte da minha infância em casa dos tios da minha mãe na Rua Magalhães Serrão. Tenho muito boas recordações desse bairro e desse jardim, e apesar de estar na Alemanha eu junto a minha voz ao protesto Alboi cortado ao meio NAO!’

‘Tanta coisa de interessante para fazer...sem destruir o que está bem!’

‘Também não acho bem cortar o Alboi ao meio. O dinheiro que vão gastar devia ajudar os pobres envergonhados que com a crise há por ai em Aveiro muitos tenham mais atenção nisso’

‘Com tanta coisa para fazer nesta cidade... e alguns só querem desfazer’

‘Protesto contra o Bairro do Alboi cortado ao meio! Há tanta coisa a precisar de ser mudada em Aveiro...Aquilo que está bem não deve ser mudado e o nosso melhor exemplo do conceito de "bairro" deve ser mantido!’

‘É bem triste o que querem fazer com o jardim do Alboi. Por favor não matem esse bairro!’

‘Senhores da Câmara, não façam essa asneira, por favor!!!!!!!! Pensem nos tempos de criança, quando por lá andavam e namoravam!!!! Deixem aos nossos e vossos netos poderem desfrutar de um parque tão lindo.’

‘Que pouca-vergonha que vai nesta cidade... É incrível como há gente que em vez de tratar bem o que é da sua terra, consegue, em cada acto ou decisão que toma, fazer o contrário... Destruir! E eu nem sou aveirense de nascimento, mas ainda cheguei a tempo de conseguir sentir a diferença da cidade há 10 anos e a que nos é mostrada no dias de hoje. Aveiro não merecia este tratamento!’

‘Não vivo em Aveiro, mas também discordo deste projecto e apoio este protesto!’

‘Gastem dinheiro noutras coisas, tanto para arranjar, tanta gente para ajudar e vão gastar naquilo que não devem?’

‘O mais incrível deste projecto não é o projecto em si (que é mau que chegue) mas a forma como a Câmara Municipal de Aveiro virou costas à voz dos cidadãos. A lógica do planeamento urbano duma cidade como Aveiro deve passar pelo desvio dos carros do centro da cidade e pela aposta no transporte colectivo e a pé. Em Aveiro é exactamente o contrário, e agora querem cortar um bairro que é quase único no país’

‘Que pateguice, que parolice, que desnorte, que falta de visão, que deslumbramento, que arrivismo justificam semelhante disparate de cortar o Largo ao meio?  Arranjem aquilo mas é, e com o dinheiro, tapem os buracos de tudo o que é rua em Aveiro. E limpem, limpem a cidade porque mete confusão, tudo sujo, tudo com ar abandonado, tudo com o aspecto de desleixo que vejo quando lá estou. Está-se mesmo a ver o ‘amealhamento’ dos tostõezitos que possam haver para gastar à patega quando forem as eleições autárquicas, sendo que no entretanto a cidade acinzenta-se e degrada-se. Um Largo como já há poucos em Portugal, pelo menos no litoral, e querem dar cabo dele. Em nome de quê?’

‘Importa preservar as condições acolhedoras do espaço onde os moradores do Bairro do Alboi e os transeuntes se encontram, não cortando ao meio esse local de convívio e recreio para crianças, jovens, idosos e respectivos animais de companhia’
‘As cicatrizes não são medalhas ou adereços. Também não se escolhem, como tatuagens que indelevelmente sublinham as personalidades. Este projecto transporta para a cidade a memória de outras tatuagens, que visavam negar a identidade, em campos de trabalho forçado a que as vítimas não podiam furtar-se! Por isso mesmo, devemos impedir esta marca de uma governância desmedida, como um ultraje!’

‘Parece impossível! Não se pode tolerar tudo. Temos direito à indignação e à manifestação! Força!’

‘O Largo do Conselheiro Queirós (ainda) é um "pátio das cantigas"; ambiente familiar, jardim quadrado rodeado de casinhas baixas encabeçadas pela Banda da Amizade que, de vez em qd (ainda) dá concertos lá no meio; um bom parque infantil; de vez em qd há a "festa dos vizinhos" no meio do jardim... Poético não é? (Para já, ainda...)’

‘Já só faltava mais esta; esperemos que seja a última. Pensei, pensei, e só vejo uma hipótese de justificação, ainda assim, sem qualquer interesse público: a supressão da rua que circunda o jardim, para se poder aumentar as esplanadas... Já há nas imediações duas esplanadas em cima da faixa de rodagem, imagine-se!!! Imagine-se, não; é que, infelizmente, é mesmo verdade!’

‘Essa das esplanadas a ocuparem o passeio e a faixa de rodagem é de bradar aos céus. Mas parece que o executivo aveirense frequenta ou frequentava esses espaços!!!!!!!!’

‘Esta de cortar o Alboi não lembrava ao Diabo e só vem provar a insensibilidade autárquica para com o urbanismo, não ouve os munícipes e, em vez de se preocupar com a resolução das carências prioritárias do concelho opta pelo acessório e pelas...aberrações. Os aveirenses terão de se opor a que tal mamarracho vá por diante !’

‘Se isto for para a frente, vai ser a maior bacorada alguma vez feita na GRANDIOSA E MARAVILHOSA CIDADE DE AVEIRO!! Acabaram com o estádio antigo, com a feira de Março (antiga) e agora querem acabar com os poucos SPOTS de sossego que a NOSSA cidade ainda tem. Aveiro é nossa e há-de de ser, lutarei por ela até morrer.’

‘Façam isso! Acabem com toda a zona verde em Aveiro! Força!  Depois coloquem máscaras de oxigénio à venda para as pessoas comprarem. Assim respiramos todos um mundo melhor! Já não bastava o "muro de Berlim" que se fez nas marinhas para passar o excelentíssimo comboio... Por favor tomem medidas com cabeça! DEPOIS DE ESTRAGARMOS É DIFICIL REMEDIAR!!!’

‘Só agora me dei conta desta, nem sei bem como classificar a dita atrevendo-me a chamar apenas parvoíce. Mas qual é o estudo de tráfego que substancia a necessidade de semelhante coisa?  Que estudos foram feitos para justificar esta "coisa"? Quase me apraz perguntar, quem é que ganha com isto? O poder autárquico está mesmo nas mãos dos interesses de alguns.. Preferem cortar praças que deviam requalificar, numa zona onde se devia incentivar a renovação do casario e a colocação de jovens famílias.’
‘As zonas antigas de Aveiro estão a ficar desertas e a CMA prefere que se construa fora da cidade. Enfim... acho que algo vai mal no departamento de obras da CMA.. ou vai bem para alguns lados’

‘E quando este "corredor" permitir a proliferação de bares e espaços de lazer/consumo nocturno? Praça do Peixe - Alboi ficará perfeita e depois vêm pedir policiamento e mais segurança.... e prevenção e sensibilização...’

‘Sem ter aprofundado as alternativas, quero dizer que me parece que se perderia um cantinho da cidade e um bocadinho da história de Aveiro, que deveriam ser protegidos.’

‘Mas que grande surpresa.......cortar o Alboi ao meio????  Bom, a cidade já está irremediavelmente assassinada em algumas zonas, este será mais um dos "homicídios" urbanísticos projectados pelas mentes brilhantes dos agentes do planeamento urbano da câmara.....eu não concordo!!!! Há que protestar e protestar.....contem comigo!!!!’

 ‘Todo este processo é lamentável mas não é um caso isolado e muito menos original. Temos assistido a uma gradual desumanização da nossa cidade ("sinais dos tempos", dir-me-ão, "é o que sucede em todo o mundo") sem que se vislumbre nexo nas decisões tomadas: querem convencer-me que é para melhorar a cidade (humanizá-la, às tantas!) que pretendem roubar às pessoas um dos bairros mais humanos que Aveiro tem???

‘Com tanta zona dormitório que criaram (mal) durante estes anos todos, com tantas zonas incaracterísticas e até abandonadas, é logo o Bairro do Alboi que está a entravar o "pugresso"???’

‘Nada disto faz sentido, a entrada emblemática de Aveiro por excelência fica com uma cicatriz que a desvirtua completamente. Todos os elencos camarários, por uma questão de afirmação gostam de deixar uma obra marcante no seu mandato(s), algumas com um gosto discutível, é certo, aliado a um custo desnecessário, também é verdade, mas sempre terão alguma coisita de útil para a população ou de embelezamento para o local...esta parece-me ser teimosamente a marca escolhida por esta câmara, que reúne todos os factores pela negativa.’

‘Quando todos dizem "Arranjem as estradas, estão num estado lastimoso. Temos em Aveiro dos piores exemplos do país e ninguém faz nada. Mas dizer "Não estraguem um dos bairros mais carismáticos de Aveiro" não os move de destruir um dos locais mais serenos do centro da cidade.’

‘Sinceramente, eu não consigo entender, e acreditem que já tentei! Existe assim tanto trânsito naquela zona que seja MESMO necessário cortar o Bairro do Alboi a meio?! Custará assim tanto contornar o bairro?!’

‘Supostamente para criar uma área de passagem pedestre desde o Alboi até à "Rua dos Amores" (não sei se é assim que se chama). O projecto do parque da sustentabilidade não se está a preocupar com os carros mas sim com a animação de rua e com as actividades ao ar livre. É triste é que com isto tenha que estragar um dos parques típicos de Aveiro. Enfim... Acho que haviam outras soluções...’

‘Não consigo ver o bairro da minha infância e juventude cortado ao meio...por isso protesto!’

‘Realmente não sei que dizer...Mesmo que se chegue à conclusão de que o "corte" não resulta e se altere o tráfego de forma a que circule à vota do largo, como afirma o nosso presidente, e mais quem sabe tornar o largo zona de parque exclusiva de moradores... A questão é a seguinte. Hoje, amanhã, no próximo ano, daqui a 10 anos; fará sentido investir o pouco que temos para resolver não problemas? Vamos construir uma ponte? Destruir património para construir uma estrada e ninguém entende porquê?’


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JCM @ 13:27

Sex, 01/07/11


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JCM @ 09:03

Sex, 01/07/11

'Mais uma vez o jornal Público voltou a este assunto (27 Junho, Local Porto) do esventramento de um bairro de Aveiro (Alboi) que tudo obrigaria a preservar e quando muito a manter em bom estado e sem tocar em nada do que lhe é essencial.
A linguagem orweliana que hoje nos domina faz com que a CâmaraMunicipal de Aveiro inclua o esventramento no chamado Parque da Sustentabilidade.
Para esses senhores, sustentabilidade é transformar um bairro pacato, tranquilo, comunitário, numa zona de passagem de mais fluxos de trânsito, contra o desejo e opinião de 90 por cento dos moradores. E tudo isso implicado num gasto que, iva incluído, beira o milhão de euros. 

Afinal a austeridade parece ainda não ter chegado às calinadas urbanísticas de alto grau. Ainda há dinheiro para atirar pela janela fora. Além do problema de como o pagar (pois não se supõe o município de Aveiro rico ao ponto de atirar um milhão de euros próprios pela janela, as verbas devem incluir pelo menos uma parte que forçará a endividamento, supõe-se), ainda deixará atrás de si um rasto de destruição e um crime patrimonial, estético e social.
Nisto de destruir e atirar dinheiro pela janela os vários partidos, independentemente da sua sigla, parecem competir pelo primeiro lugar no pódio'.
José Carlos Marques (Porto)




JCM @ 22:44

Qui, 30/06/11

Foto ALboi.jpg
CAIS DO ALBOI NA NATIONAL GEOGRAPHIC

Foto do cais do Alboi publicada na National Geographic
(foto enviada por Teresa Castro)

Tags:


JCM @ 22:41

Qui, 30/06/11

94,4% residentes contra estrada no Alboi 
Os resultados já foram apresentados ao presidente da Câmara, Élio Maia, e à população. A Comissão de Moradores ficou desagradada com uma proposta lançada pelo autarca

http://www.diarioaveiro.pt/main.php?srvacr=pages_13&mode=public&template=frontoffice&layout=layout&id_page=9



JCM @ 21:11

Qui, 30/06/11

O documentário  'Alboi - Um Canto de Mundo (Parte I)' já teve mais de 1.000 visitas no Youtube e 930 partilhas no Facebook em pouco mais de 48 horas.
Divulgue-o junto dos seus amigos!




JCM @ 16:56

Qui, 30/06/11

Em Junho de 2010 a Plataforma Cidades, dinamizada pelo Arquitecto Pompílio Souto, produziu o seguinte Apelo aos Parceiros do 'Parque da Sustentabilidade' (onde se integra o projecto para o Alboi):

 

'Apelo aos Parceiros no Projecto (documento completo aqui)

 

1)

Do ponto de vista conceptual, a tipologia de projecto, de propósitos e de instrumentos subjacentes à iniciativa Parque da Sustentabilidade é muito interessante e inovadora.

2)

As parcerias constituídas envolvem entidades que, nalguns casos, são referências nas respectivas áreas de actuação, coisa que é importante todos salvaguardarem, quer para seu governo, quer para nosso benefício.

A dimensão do que se tem em vista realizar é enorme, bem como o seu impacto, sendo que este é, nalguns casos, dificilmente reversível.

3)
O enquadramento estratégico dos casos a tratar; as soluções previstas, os resultados induzidos por grande parte dos projectos conhecidos, e, sobretudo, o modo como, em tudo isso, se incluíram os cidadãos – as suas dúvidas e certezas –, suscitaram um enorme clamor público e uma bastante significativa contestação.

4)
Questionam-se não só opções, mas também – e, sobretudo –, a falta de divulgação fundamentada do que se pretende e de abertura à participação dos cidadãos na busca dos desenvolvimentos e opções que melhor sirvam a cidade.

Este questionamento – ao invés do que alguns pensam – constitui, de facto, um contributo muito positivo e, corresponda ou não aos propósitos dos Parceiros no Projecto, é hoje já uma aquisição que todos devemos vivamente saudar.

5)
Neste quadro, e tendo em conta que agora é (ainda) mais premente o rigoroso escrutínio da oportunidade dos investimentos; considerando que a razão de ser e bondade de um qualquer projecto, hoje, já não deve ser, sobretudo, a facilidade de financiamento das respectivas obras, apelamos:

a) Aos Parceiros no Parque da Sustentabilidade
i. Que, recorrendo às especiais competências e responsabilidades de alguns e a importância de todos no processo, reavaliem os conteúdos e a oportunidade das soluções projectuais e dos investimentos previstos;
ii. Que, nesse processo, não deixem de ter em conta o contraditório constituído pelos Cidadãos, a cada um, a cada caso e a todos, dando resposta clara e sustentada;
iii. Que, perante o eventual dilema de perder comparticipações ou ganhar qualidade e sustentabilidade (disciplinar e pública), nos projectos, optem por esta última;

b) Aos Cidadãos, apela-se que continuem a identificar dúvidas e a procurar respostas, porque, sendo isso justo e bom, é um modo de qualificar os processos e os produtos, neste caso, ajudando a construir a Cidade Querida'.

 

 

O apelo foi subscrito por várias personalidades aveirenses (entre as quais os Professores Júlio Pedrosa e Carlos Borrego) e mereceu as seguintes respostas.

 




JCM @ 14:35

Qui, 30/06/11




JCM @ 11:38

Qui, 30/06/11

Maria da Luz Nolasco, Vereadora do executivo da Câmara de Aveiro em entrevista à Rádio Terranova (29 Junho 2011)

 

'as populações abrangidas não se devem sentir derrotadas porque tudo é reversível e naquele caso basta que as pessoas se manifestem em desacordo, para o desenho de alterações ser redesenhado, para se ajustar às ambições do povo que deve lutar por aquilo em que acredita'

 

http://www.terranova.pt/index.php?idNoticia=10470


Tags:


JCM @ 10:44

Qui, 30/06/11

a propósito do projecto da CMA para o Alboi

O Jardim Cortado ao Meio, TSF - Sinais de Fernando Alves
http://www.tsf.pt/Programas/programa.aspx?content_id=903681&audio_id=1893101





JCM @ 23:43

Qua, 29/06/11

alboi canto de mundo.JPG


715 visualizações do documentário 'Alboi - Um Canto de Mundo (Parte I)' no Youtube e 764 partilhas no Facebook em pouco mais de 24 horas!

Divulguem o vídeo 'Alboi - Um Canto de Mundo (Parte I)' http://youtu.be/dX_sEWp1Yh0



JCM @ 17:45

Qua, 29/06/11

O primeiro capítulo do documentário 'Alboi - Um Canto do Mundo', produzido com os contributos dos moradores, já foi tornado público (http://www.youtube.com/watch?v=dX_sEWp1Yh0). Irão seguir-se mais dois capítulos. O próximo irá ouvir técnicos/especialistas  na área do urbanismo, planeamento e história local e o último irá ouvir os responsáveis pelo projecto (autarquia), instituições parceiras do Parque da Sustentabilidade e a entidade financiadora (Programa Mais Centro).
Relembra-se que o documentário tem como objectivo relatar, de forma mais rigorosa possível, a forma como está a ser concebido o 'projecto de requalificação do Alboi', integrado no âmbito do instrumento de política de cidades - Parceria para a Regeneração Urbana do Parque da Sustentabilidade.
Pretendemos que o documentário possa estar disponível em lingua inglesa, para ser visto por uma comunidade mais alargada (cidadãos de outros países, comunicação social internacional, organizações internacionais e instâncias comunitárias). Para vossa informação, neste momento, e em pouco mais de 24 horas, o vídeo já foi visto por mais de 600 pessoas!
Nesse sentido, e para poder chegar ao universo mais alargado, vimos por este meio solicitar apoio de alguém que possa colaborar no projecto como tradutor, devendo salientar-se que este é um projecto de natureza cívica.
Se tiverem alguma disponibilidade sugerimos o envio de email para quimpavao@gmail.com ou amigosdavenida@gmail.com.
Joaquim Pavão

Documentário 'Alboi - Um Canto do Mundo' http://www.youtube.com/watch?v=dX_sEWp1Yh0  (Parte 1)
Produção: http://www.faroldavida.pt/

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JCM @ 11:48

Seg, 27/06/11

Defesa do Alboi, um bairro típico de Aveiro, está a ser retratada em documentário
http://jornal.publico.pt/pages/section.aspx?id=71849&d=27-06-2011

 Por Maria José Santana

>

 

O compositor e realizador aveirense Joaquim Pavão filmou a luta dos moradores contra um projecto urbanístico camarário que, teme, vai alterar a identidade daquele lugar
>

'Há vários meses que os moradores do bairro do Alboi, no centro da cidade de Aveiro, vêm lutando contra o projecto urbanístico que a câmara municipal pretende implementar naquele núcleo urbano. Temem que o bairro histórico perca a sua identidade e não aceitam equacionar a possibilidade de ver o seu jardim cortado ao meio com a abertura, prevista, de uma nova estrada. O processo inspirou o aveirense Joaquim Pavão a intervir à sua maneira, realizando um documentário que pretende divulgar no país mas também junto de vários organismos europeus.
A autarquia presidida por Élio Maia tem ignorado os protestos e continua a insistir no projecto, que se insere numa intervenção urbanística mais abrangente - o chamado Parque da Sustentabilidade. A divergência e a antevisão do resultado levaram Pavão, um compositor e professor de música que tem vindo a lançar-se também como realizador, a "documentar um crime no património físico e social da cidade que irá destruir o espólio e sabedoria acumulada ao longo de várias gerações de interacção comunitária". "Se não posso alterar, posso documentar", argumentou ao PÚBLICO Joaquim Pavão.
O realizador não se conforma com a ideia da autarquia de "transmutar uma zona ímpar de características microssociais com uma história riquíssima para uma abrangência e um vazio inexplicáveis", denuncia, razão pela qual começou a ir para a rua recolher os testemunhos dos moradores. Num segundo capítulo, serão apresentados depoimentos de "técnicos e especialistas nas áreas de planeamento, urbanismo e arquitectura e sociologia", desvenda Joaquim Pavão.
Este documentário reserva ainda espaço para que a Câmara de Aveiro exponha a sua posição, mas a autarquia ainda não respondeu ao desafio do realizador. "Ainda estou confiante que poderei acrescentar a autarquia neste documento. Até agora, apenas foi concedido o silêncio, atitude demasiado comum e frequente, que espelha bem uma postura de governação local, desajustada do tempo e dos desafios contemporâneos", lamenta.
Mas uma coisa é certa: com ou sem testemunho da autarquia, o documentário irá avançar - as filmagens com os moradores já foram concluídas - e começar a ser lançado na Internet, em "pequenos capítulos", revelou o realizador. Segundo avançou ainda Joaquim Pavão, este é "um projecto financiado pelo cidadão", uma vez que está a ser custeado pelos envolvidos na sua concretização. "Estamos a pagar para deixar o nosso testemunho numa altura onde a liberdade de expressão não é acompanhada por consciência auditiva", justifica.
A ameaça de vir a ser construída uma estrada a meio do jardim do bairro é o principal motivo do descontentamento dos moradores do Alboi. Estes contestam ainda a ideia de instalar esplanadas no bairro e não se têm cansado de levar os seus protestos para as redes sociais e a comunicação social. Mas sem efeito. "É estranho que a autarquia não dialogue e procure uma alternativa quando 90 por cento dos moradores discordam frontalmente da proposta apresentada", reforça Joaquim Pavão'




JCM @ 11:46

Seg, 27/06/11

global city 2.0 038.jpg


'Defesa do Alboi, um bairro típico de Aveiro, está a ser retratada em documentário.
O compositor e realizador aveirense Joaquim Pavão filmou a luta dos moradores contra um projecto urbanístico camarário que, teme, vai alterar a identidade daquele lugar'
(Público, http://jornal.publico.pt/pages/section.aspx?id=71849&d=27-06-2011)

A notícia pode ser consultada aqui: http://contraoalboicortadoaomeio.blogs.sapo.pt/



JCM @ 08:47

Seg, 20/06/11

'A ideia é lançar pequenos capítulos ao longo do tempo, com relatos de “todas as partes” envolvidas, diz Joaquim Pavão
O realizador Joaquim Pavão está a gravar um documentário sobre o Alboi que visa alertar contra o projecto urbanístico que a Câmara de Aveiro pretende desenvolver no bairro. “Trata-se de um de um esforço de documentação - o primeiro do género em Aveiro - sobre um projecto que é um atentado contra o património humano e urbanístico da cidade”, refere o autor.
A ideia é lançar pequenos capítulos ao longo do tempo, com relatos de “todas as partes” envolvidas. A autarquia foi convidada a fazer uma exposição mas “ainda não respondeu”, lamenta Joaquim Pavão, que tenciona também obter depoimentos de outros parceiros do Parque da Sustentabilidade para “dar a conhecer o projecto através de dados concretos e opiniões técnicas”.
As filmagens com os moradores já foram feitas e recolheram uma “ampla adesão”. “Não são meros contadores de estórias, velhos do Restelo. São homens e mulheres que sabem o que querem para a sua cidade e que se preocuparam em levantar questões em relação ao projecto que nunca mereceram a adequada resposta”, refere Joaquim Pavão.
O primeiro capítulo do documentário, com cerca de 45 segundos, deverá ser lançado nos próximos dias na Internet e enviado a vários organismos nacionais e europeus, em versões em português e em inglês. O objectivo, diz o realizador, é garantir a “internacionalização” do debate, muito centrado “na forma como o poder local tem respondido às preocupações” populares'.

Mais informação na Edição em Papel do Diário de Aveiro.




JCM @ 08:55

Qui, 02/06/11

 

 

PLANO B PARA O ALBOI


(publicado no Diário de Aveiro 2/6/2011)

A CMA deliberou recentemente a adjudicação da 'obra do Alboi' num valor próximo dos 700 mil euros. Esta intervenção de requalificação integra-se no âmbito do Parque da Sustentabilidade (PdS), sustentado por fundos nacionais e europeus, visando ‘promover a qualificação de uma significativa mancha verde da cidade, articulando espaços de forma a ganharem escala e dimensão permitindo satisfazer as necessidades dos diversos públicos-alvo a que se destinam’.

Acontece que o ‘projecto do Alboi’, apesar dos princípios bondosos em que se sustenta, contém 'intervenções' que têm merecido uma ampla reprovação dos residentes (‘mais de 90%’, segundo inquérito recentemente noticiado pelo DA 9/05/2010), a contestação de vários grupos de cidadãos aveirenses (Plataforma Cidades, Amigosd’Avenida, mais de 2.200 cidadãos no Facebook, e vários artigos de opinião) e observações críticas de organismos independentes, com destaque para a Associação Portuguesa de Planeadores do Território que considera 'que a proposta para o Alboi é 'excessiva' por provocar uma 'ruptura' com a actual 'morfologia" do bairro'' (DA, 11/11/2010). 

As críticas convergem em três aspectos fundamentais: a construção de uma rua que atravessará o actual jardim, colocando trânsito de atravessamento no meio do Bairro; previsão do número de estacionamentos; o risco de transformação do Alboi num destino de animação nocturna (‘uma nova Praça do Peixe’), potenciado pela construção da ponte pedonal do Rossio. Uma análise cuidada de algumas destas questões pode permitir concluir que existe mesmo o risco de se ferirem os princípios defendidos pelo PdS.

De todo este processo e da ampla controvérsia que tem gerado retém-se a ideia que não foi (ainda) esgotado o estudo de soluções alternativas. Por exemplo, numa das questões mencionadas - 'rua pelo meio do jardim', que aparentemente resulta do estrangulamento identificado no cruzamento entre Rua Magalhães Serrão e Rua da Liberdade (em frente à CivilCasa), julga-se que com alguma 'boa vontade' será possível encontrar uma alternativa (provavelmente bem mais barata e de fácil implementação), com enormes benefícios para o Bairro e comunidade que ali habita. Para além disso, com algum ‘esforço’ também será possível olhar para as outras questões que levantam dúvidas aos residentes e cidadãos (esplanadas, animação urbana e estacionamento) e procurar dar-lhes resposta adequada. Acontece que para que isto aconteça é fundamental que se abra um espaço de diálogo entre autarquia (executivo e serviços técnicos), instituições envolvidas na parceria e cidadãos (moradores e demais interessados) o que até agora não tem acontecido, apesar dos esforços desenvolvidos nesse sentido.

Num momento de crise económica e de racionalização do investimento é um pouco estranho assistir à aplicação de dinheiros públicos em projectos que deveriam visar a melhoria da qualidade de vida das pessoas e que ao contrário de irem ao encontro das suas necessidades (e dos objectivos que defende) geram uma elevada contestação e descontentamento. Está-se por isso num momento vital para tentar encontrar uma alternativa que responda aos verdadeiros princípios do projecto (PdS) e às relevantes necessidades e anseios das comunidades que habitam e usufruem o Alboi!

[se desejar subscrever esta carta envie-nos um email com os seus dados pessoais (nome e profissão) para amigosdavenida@gmail.com]

 

Subscritores da carta

José Carlos Mota, Gil Moreira, Filipa Assis, Cristina Perestrelo, Gaspar Pinto Monteiro, João Martins, Érico Albuquerque, Hernâni Monteiro, Gustavo Tavares, Carlos Naia, Sara Silva, Joana do Vale Pereira, Tiago Monge, Mário Cerqueira, Catarina Souto, Luis Galiza, João Fernandes, Maria José Valinhas, Mário Cunha,  José Simões, Gracinda Martins, José Vitória, Oscar Mota, Filomena Sousa, Manuel Sousa Pinto, José Carlos Marinho, Cristina Carapito Krausshar

 

[se desejar subscrever a carta - Plano B para o Alboi - envie-nos um email para amigosdavenida]

 

https://www.facebook.com/Alboicortadoaomeio




JCM @ 14:07

Qua, 01/06/11



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