JCM @ 13:50

Dom, 20/03/11

'Naquela altura do século de quatrocentos, a vila de 3000 habitantes estendia-se para fora das muralhas, formando na margem norte do canal a chamada Vila Nova, onde se fixava a classe marítima e a burguesia; para além da zona muralhada – a tradicional e a nobre – surgia então estoutra, composta de gente dedicada às actividades marítimas, mercantis e piscatórias – os cagaréus. Mas não só: para sul da porta da Vila formava-se novo agrupamento habitacional, de pessoas que se ocupavam na cultura das quintas e dos campos – os ceboleiros; era o Cimo de Vila. Ainda extra-muros à ilharga da Ria e para ocidente, pululava um outro bairro, a cujo núcleo inicial, nascido junto de uma represa de águas paradas e barrentas, foi talvez dado, por razão da vizinhança do pântano, o nome de Alavô ou Alabó – o Albói dos nossos dias; seria povo quiçá a viver modestamente, auferindo o pão nos trabalhos da estiva'. P.e João Gonçalves Gaspar (http://www.prof2000.pt/users/avcultur/aveidistrito/boletim19/page027.htm)

'de Alavóo → Alvóo terá vindo Avô; por isso, parece verosímil que Alavóo (Alaavo) tenha também dado Alabóo → Alabó → Albói. Há também quem faça descender Albói de alboio – alpendre ou telheiro destinado à guarda de mercadorias transportadas ou a transportar pelos barcos que vogavam a Ria – termo que ainda agora se usa com o significado de ‘cúpula ou abóbada de sala’ e, em certas regiões do Minho, mesmo com a pronúncia de albói, com o de ‘alpendre’, de ‘arrecadação’. E outrossim lhe dão a origem do inglês all-boys ou mesmo de Albion, fundamentando esta hipótese numa provável colónia de ingleses'. P.e João Gonçalves Gaspar (http://www.prof2000.pt/users/avcultur/aveidistrito/boletim19/page027.htm)

'São escassos e incertos os registos posteriores de intercâmbio com os Nórdicos, mas sabe-se, por exemplo, que por volta de 1433, há noticia da alfândega inglesa cobrar direitos de aduana sobre os vinhos portugueses e que, por essa altura, a de Aveiro os cobrava sobre o bacalhau importado. Mais tarde, em 1776, os livros registam a compra de partidas de sal do salgado de Aveiro por Ingleses, Holandeses, Suecos, Alemães e outras nórdicas gentes encasuladas na então vila de Aveiro, no bairro de Alboi, cujo étimo seria, assevera-se, "Albion" ou seja o nome poético da nossa (velha e nem sempre) aliada'. Fernando Marques (http://www.drapc.min-agricultura.pt/base/documentos/historia_bacalhau.htm)

'E os aveirenses, na sua história, quando a Ria entupiu privando-se do fluxo vivificador das águas do mar, sentiram bem no corpo a força destruidora das febres que transformaram a rica cidade de 14.000 habitantes dos séculos XV e XVI, com uma cosmopolita colónia de galegos, normandos, flamengos, ingleses, a maior parte residente no Alboi' Gaspar Albino (http://www.prof2000.pt/users/avcultur/gasparalbino/Pg001200.htm)

Domingos João dos Reis, trata-se de um notável cidadão aveirense, um benemérito com notável obra altruísta, que fundou e promoveu a criação do bairro do Alboi, um dos primeiros bairros sociais construídos em Portugal – a  minha crónica nesta semana na TN (http://amigosdavenida.blogs.sapo.pt/553183.html).



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